domingo, 23 de outubro de 2016
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eu to desencantada. eu parei com as minhas idealizações, eu não deixo mais minha imaginação ir tão longe. não tenho muito mais vontades. e queria poder dizer que eu to me prendendo ao que é real, mas no real também nada acontece. eu me sinto destacada do mundo, do meu corpo e da minha mente, eu to meio que ~existindo~ simplesmente e nada muito a mais.
eu queria muito encontrar alguma razão pra me animar por algo, queria que passassem todos esses julgamentos que eu fico fazendo a tudo o tempo todo.
eu queria conversar com alguém que me conhece e me entende, mas todas essas pessoas ou eu excluí da minha vida ou me excluí da vida delas. ou eu não consigo confiar. tem muitas que me conheciam, ou que eu achava que me conheciam, mas talvez eu tenha parado de falar com elas sobre mim porque agora elas parecem não fazer mais a mínima ideia de quem eu sou. parece que todos de repente resolveram me dar umas opiniões totalmente contrárias ao que eu quero ouvir, todos acham que eu devo fazer algo que eu nunca faria. será possível que eu mudei tanto que eu não me reconheço mais na imagem que amigos mais próximos têm de mim? sei lá
mas todas as vezes que eu tenho contado algo pra alguém tem saído extremamente diferente do que eu penso que vai ser. to ficando bem pesada com as coisas e tudo sempre foi tão leve. por que de repente tá tudo tão importante? e porque ao mesmo tempo as coisas mais importantes não acontecem?
eu só quero muito ter pessoas ao meu redor ao mesmo tempo que eu to sem o mínimo saco pra incluí-las na minha vida. pra dar todo o background e pra pintar o quadro de quem eu sou. mas eu to com saudade. to sentindo falta desse sentimento. de querer conversar por várias horas e expor minhas ideias e discutir sobre elas e não ir dormir até as 7 da manhã só porque ce não tá mais em condições de distinguir as letras na tela. eu quero sentir alguma coisa que deixe sorrisinhos na minha cara sem nostalgia. quero ansiar por alguma coisa. sei lá, um preenchimento pra essa sensação de "quero fazer uma coisa mas não faço ideia do que". "quero sair pra algum lugar mas não faço ideia de pra onde". "quero falar com alguém mas não faço ideia de com quem". eu quero viver.
sábado, 8 de outubro de 2016
duas
quarta-feira, 24 de agosto de 2016
tudo
eu não quero tudo pra mim e só pra mim, eu tenho tudo. não só eu, não é exclusivo, mas eu tenho. eu tenho tudo e quando eu não tenho -- pá -- eu tenho de novo.
acho que o que mais me incomoda é que nem sempre é culpa minha. na real, praticamente nunca é culpa minha. eu não sei direito por que isso acontece, mas as coisas SEMPRE DÃO CERTO. e é escrotão mesmo eu estar reclamando disso, mas é, eu to. eu to reclamando não por não gostar (até porque quem não gostaria), e sim por um senso de injustiça que, vai, é parecido com a classe média que doa hollister desbotada. porra, o mundo nunca deixa eu me foder. mesmo quando eu me fodo eu to por cima. mesmo quando eu sofro não sou eu quem sofre mais. e quando sou? bom, quando sou primeiramente 1) eu perco o chão por algumas semanas e segundamente 2) tudo se resolve.
o jacques pode dizer o quanto ele quiser que é cármico, que é porque eu to sempre evitando maltratar os outros e que eu mereço por ser uma pessoa boa, mas acho que agora até ele se convenceu de que eu não sou tão benevolente e altruísta assim, não é mesmo.
talvez na verdade nem seja tudo tão bom quanto parece, talvez mais pessoas sintam isso também. é que eu escuto tanto e vejo tanto o quanto os outros sofrem e são injustiçados que não consigo evitar de pensar que eu to sim recebendo tratamento especial. mas se pá eu só acho tão bom porque é o que tá acontecendo comigo e talvez os outros também estejam, no fundo, satisfeitos com o que eles têm, e eles só não pararam pra reparar bem nisso.
talvez tenha a ver com o timing, talvez quando o momento bom chega eu paro de pensar nos ruins todos que vieram antes. talvez eu simplesmente seja um pouco mais otimista do que penso ser. talvez eu seja só extremamente conformista, na real, e tudo acaba sendo bom de um jeito ou de outro.
mas isso não muda o fato de que as coisas que me fazem sofrer são passageiras e minhas conquistas são grandes sem muito esforço aparente. as situações sempre acabam se encaixando do jeito menos pior -- pra mim. não pra qualquer outra pessoa. pra mim. e eu nem sempre ajo ativamente pra que isso aconteça.
então por que? por que tá todo mundo conspirando pra me deixar satisfeita? ou o quanto eu to sendo egocêntrica de pensar que eu to tão melhor que tanta gente? e como eu posso agir pra que as coisas mudem? porque até onde é nobre e não culpado querer se livrar do que se tem de bom?
sábado, 23 de julho de 2016
inside/out
tem tantos sentimentos, tanta profundidade, tanta empatia, tanto a ser dito. tanto amor por tanta gente. tanto pensamento e tanta análise sobre tanta coisa, consequentemente tanta vontade de dar um abraço em tanta gente e dizer que eu entendo, que não é pra se preocupar. tanta vontade de fazer tudo ser melhor pra todos. tanta esperança de que é possível e de que dá pra começar pequeno. tanta certeza de que nada disso é o fim, de que nada pode ser tão ruim a ponto de acabar com um mínimo de alegria que possa ser.
mas aí fora é só essa apatia de sempre. essa parede que mal consegue juntar energia pra externalizar qualquer coisa que seja. que sempre some da vida de todo mundo, não demonstra nenhum indício de importância, não compartilha as angústias e também não consegue lidar com elas sozinha.
é legalzinho pensar que o que eu realmente sou, o que de fato importa, é o que tá por dentro. mas de nada adianta toda essa utopia se na prática eu não tenho a mínima capacidade, ou até mesmo vontade, de sair da posição de mínima energia e aprender a desbloquear esse canal entre quem eu penso ser e quem eu sou.
quarta-feira, 29 de junho de 2016
completude
to pensando que talvez minha sensação de vazio e de inutilidade e de falta de identidade tenha a ver com o quanto eu me acho responsável por ajudar os outros.
não, eu nunca me fiz disponível pros meus amigos, eu nunca fui a pessoa que estaria lá sempre que necessário. mas não tanto por egoísmo quanto por exaustão. acho que às vezes eu to tão triste que não existem forças pra ouvir e confortar e aconselhar e lidar. e às vezes eu só não faço ideia de como poderia ajudar tal pessoa ou em tal situação. mas isso também no que se trata de ajuda emocional, no qual eu sempre tive um bloqueio -- em ajudas práticas eu sempre sou a primeira a me oferecer.
aí talvez eu tenha criado uma personalidade baseada em apoiar outra(s) pessoa(s). em geral, uma de cada vez por períodos grandes ou curtos. eu me moldo aos gostos e crenças, eu ganho confiança e simpatia e quando me sinto segura vou moldando aos poucos, contornando o que acho que deve ser mudado, reparando pequenos problemas que encontro e transformando aquela vida em uma que me pareça ser melhor pra própria pessoa e pras que estão ao redor dela. eu me infiltro nos pequenos mundos pra torná-los melhores fazendo pequenas correções de um jeito que ninguém se sinta agredido. eu mudo a minha zona de conforto pra que ninguém tenha que sair da sua e consiga melhorar dentro dela.
eu sou um parasitinha que quer mudar as coisas uma por uma sem grandes conflitos. e eu espero estar fazendo algo bom dentro do possível.
mas no meio disso eu esqueço um pouco de existir por mim, de manter alguma autenticidade. eu sou tão mutável pelos outros que às vezes esqueço de ser eu. e isso me traz um vazio existencial porque frequentemente parece que não tem nada aqui dentro, que eu não vivo por mim.
mas ao mesmo tempo eu vou juntando meus pedacinhos com o que aprendo com os outros. pode nem sempre haver muita autenticidade pessoal, mas mantenho meus princípios bem montados e coerentes, reconstruindo sempre que necessário.
minhas relações são, portanto, muito baseadas em trocas. mesmo quando ninguém me oferece nada, dá pra absorver por observação.
mas a questão principal disso tudo é: como eu vou estar com alguém que já é completo? como vou me relacionar com uma pessoa que aprendeu tudo que poderia aprender? e quando eu estiver esgotada, e quando minha "missão" for cumprida? eu tenho tanta necessidade de ser útil que, quando não me sinto mais assim, me parece que a relação acabou. que não tem mais pra onde ir. eu não vejo mais sentido, eu fico insatisfeita e me sinto um pedaço de nada. eu só consigo me sentir amada enquanto me sinto necessária.
e quando isso acontecer? como eu vou fazer pra conseguir continuar?
quarta-feira, 22 de junho de 2016
stalker
não sei
talvez seja porque eu gosto muito de saber das histórias dos outros, das experiências que tiveram, e isso tudo só tá estampado de forma crua e real* no momento em que a publicação foi feita e qualquer versão que me contem é enviesada ou adulterada ou infectada por emoções posteriores
*notem aqui que por real eu quero dizer a forma como a pessoa escolheu ilustrar o momento, e não como o momento de fato aconteceu, porque sabemos muito bem o quão manipulável é a imagem que publicamos
talvez seja porque eu gosto de procurar evidências de histórias mal contadas ou não contadas e de desenvolver minhas próprias visões sobre as particularidades dos outros, que podem ou não podem vir a ser confirmadas depois
talvez também eu queira descobrir algo que eu nunca descobriria de outra forma porque a pessoa simplesmente nunca falaria sobre aquilo comigo
talvez eu tenha certeza de que (a não ser que a pessoa tenha esquecido completamente de apagar) tudo que alguém posta na rede e deixa acessível na rede é sim pra ser visto, é sim pra ser lido, seja por quem for ou quando for, tenha ela ciência disso futuramente ou não. vide este blog cuja existência não comento com ninguém mas, bom, tá aqui aberto ao público só esperando um clickzinho
talvez eu só seja curiosa pra caralho mesmo, talvez muita gente se incomodasse se soubesse o quão fundo eu já posso ter ido em uma página do instagram ou do facebook. talvez eu perca way too much tempo com isso. mas no fim eu não tenho dúvidas de que a internet é pública e eu não to usando nada para o ~mal~, e que se foda o quão idiota isso seja, eu gosto muito de ver as coisas que as pessoas escolhem compartilhar das suas vidas.
então é, tenham como esta minha declaração assinada de stalker.
domingo, 19 de junho de 2016
terça-feira, 7 de junho de 2016
frágil
não, meu desejo não é morrer. meus pensamentos e minhas ânsias não são suicidas. eu só quero que a existência passe o mais rápido possível e que eu possa chegar logo na fase da inconsciência, porque às vezes se torna muito difícil ter que ser. saber que ainda tenho ANOS pela frente. controlar esse agrupamento de matéria que eu reconheço como meu corpo e fazer qualquer coisa insignificante pra manter minha vida e a das pessoas ao meu redor. conviver com vários outros "eus", várias outras consciências que parecem não ter fundamento nenhum pra existir, e fazer coisas extremamente efêmeras pra sentir alguma coisa enquanto somos conscientes, enquanto estamos vivos.
mas o "eu" é frágil demais pra ser real.
não que tudo seja um sonho, não que estejamos na matriz. mas é só um bando de reações e sinapses, talvez com algum toque divino, se você assim preferir, que existem em um planeta dentre infinitos durante alguns milênios dentre milhões de todos aqueles que podem existir. e é claro que a gente se diverte, que fazemos dessa existência a mais repleta que podemos, pra que nossa passagem tenha significado pro universo que é cada um de nós, já que tudo que existe pra mim está contido em mim, na minha capacidade de entender e aprender, no meu tempo e no meu espaço de atuação.
mas poxa vida, não parece que nada disso é importante? não parece besteira ver tanta merda, ouvir tanta merda, saber que existe tanta merda, pra no fim só deixar de existir? sendo que deixar de existir é tão fácil, sendo que a vida é tão frágil. não dá só uma vontade de que tudo isso simplesmente passe de uma vez?
quinta-feira, 3 de março de 2016
por que não dá vontade de viver
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
carta pra enviar algum dia
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
sobre querer ser importante
isso ainda tá bem incrustado em mim, mesmo que eu já tenha melhorado bastante minha confiança e já consiga me deixar fazer algumas das coisas que eu quero fazer. ainda me sinto um tanto imbecil quando por impulso ou por álcool começo a me destacar e tacar o foda-se em algum evento social. mas pelo menos agora eu sei que tenho a capacidade de conversar com alguém pela primeira vez sem o desespero de sentir que eu não sou nem um pouco interessante e que não tenho nada a acrescentar na conversa. consigo até que escapar bem de silêncios constrangedores sem me sentir constrangida e achar engraçadinhas as piadas e brincadeiras que eu mesma faço. acho, sim, que tenho uma personalidade bacaninha e que se não gostam de mim não é realmente culpa minha. as inseguranças que rolam hoje em dia se baseiam em não ter um grupo de amigos maior ou mais diversificado.
só que mesmo acreditando no meu potencial de fazer amizades, ou de pelo menos conversar com pessoas que fazem parte do meu dia a dia mas não são necessariamente amigos, eu ainda não faço isso. acontece que eu to no mesmo ambiente da faculdade há quatro anos e nunca falei muito com ninguém além dos meus amigos do meu ano e das pessoas que moram comigo. daí parece esquisito demais eu começar a fazer parte de outros grupos que tavam lá ao meu redor todo dia e eu aparentemente nunca dei a mínima. não sei como começar de novo relações que eu já viciei em serem de certo jeito. acho que agora é essa barreira que eu tenho que transpassar.
de qualquer jeito, eu percebi também que minha vontade nunca foi exatamente só me encaixar. acho que eu sempre quis me destacar nos meios dos quais eu não participava. eu não queria ser mais uma, queria ser diferente do que todos já eram. queria trazer algo novo e ser a única a fazer isso. e isso sempre fez eu me sentir egocêntrica. eu argumentava sozinha que tinha a ver com eu não gostar realmente do jeito que aquelas pessoas eram e querer entrar no mundo delas sem me alinhar, e não com querer ser o centro das atenções. mas é mentira. porque quando surgia alguém parecido comigo, que tinha "autenticidades" parecidas com as minhas, eu não começava automaticamente a gostar da pessoa. ia mais pra uma raivinha por ela estar fazendo o mesmo que eu.
no fim, meu desejo de ser diferente pra ser aceita não passava de uma tentativa forçada de ser especial. e é algo que mexe comigo até hoje. porque é, sim, muito legal pensar que só você é capaz de fazer alguém sentir tal coisa ou ter tal reação. não só em relações românticas. eu mesma me encarrego de dar pequenos títulos exclusivos pra todas as pessoas que gosto dentro da minha cabeça: tenho aquela pessoa que é ótima em trocadilhos, aquela que adoro conversar com sobre filmes, a pessoa que indica músicas, a que eu poderia ouvir falar por horas. então eu quero ser a ganhadora de pequeninos prêmios na vida de todo mundo também, oras.
mas o importante é que eu aprendi a deixar que as coisas que me fazem única saiam involuntariamente. não faz sentido me esforçar pra fazer de mim alguém interessante. não preciso ser melhor do que alguém pra me destacar. todos nós podemos ter nossos espaços sem que ninguém precise ficar por cima de ninguém. podemos, sim, ser especiais sem ser únicos.
não sei como concluir porque nem sei por que comecei a escrever esse texto de auto-ajuda, sei lá, devo estar em um dia otimista talvez. mas é isso: acho que gosto muito mais de mim hoje do que eu gostava uns cinco anos atrás. sei lá, quanto mais eu deixo transparecer sem medinhos as coisas que são naturalmente minhas, melhor eu aceito a mim mesma e aprendo a controlar o que eu não curto. sabe, a gente não melhora se a gente não se der oportunidade e/ou se ficar pra sempre mirando naquilo/naqueles que gostaríamos de ser.
sábado, 13 de fevereiro de 2016
perdas
meu maior defeito é não saber lidar com frustrações. não passei por muitas na minha vida, tudo acabava se encaixando e os episódios que poderiam ser mais traumáticos eu sempre blindei. nunca aprendi a trabalhar sobre as coisas ruins e simplesmente aceitar que elas acontecem mesmo, e não só com os outros. minha reação a frustrações é, inevitavelmente, encontrar um jeito de me culpar pelo que aconteceu. mesmo que não tenha nenhum sentido lógico, sempre acho um jeito de me covencer de que eu causei a situação. é um processo destrutivo e muitas vezes incontrolável.
daí que, pra mim, perdas beiram o insuportável. qualquer tipo delas. me angustia um elástico de cabelo destroçado por um gato, uma meia sem par, um lápis quebrado ao meio. mas claro que as perdas de coisas mais significativas pesam mais, podendo tumultuar minha cabeça por meses a fio.
to escrevendo isso porque, principalmente nos últimos dias, não consigo parar de pensar no iminente fim da faculdade. eu vejo os bixos sendo aprovados e comemorando e só consigo pensar em como eu entrei daquele mesmo jeito, trazendo no bolso uma vitória recém conquistada e uma liberdade de não ter que fazer mais grandes escolhas por algum tempo. uma sensação de "vida temporariamente resolvida". e vejo como pra mim esse período inteiro já acabou. cada vez menos matérias, cada vez mais preocupações reais. os que estão entrando já são quase novos demais pra mim, e eu não tenho mais pela frente esse mundo de bolha que é a universidade. esse catálogo de pessoas parecidas com você: mesma faixa etária, pensamentos divergentes mas ainda assim dentro de uma mesma esfera, poucas surpresas, tudo se encaixando em esteriótipos já bem conhecidos. várias páginas praticamente em branco. ninguém com muito compromisso com ninguém.
é difícil partir disso pra um mundo competitivo, onde trabalhar juntos realmente significa isso. ações com consequências reais e perigosas não só pra você. o término do aprendizado como principal atividade, passando a ser quase que um hobby e não mais uma obrigação.
e eu me vejo saindo daquela casa, indo pra longe das festas inconsequentes, da leveza de só reclamar sobre namorados e professores. me deparo com um potencial problema financeiro, com não ter certeza se vai ou nào ter como me virar no próximo mês, nos próximos anos. com o quanto vai ser difícil me mexer depois de 20 anos parada. com o jeito que eu me sinto incapaz de lutar por algo necessário e desejado. com como eu preciso ter tudo bem resolvido e pré determinado para não desmoronar.
porque é isso, me sinto desmoronando. não parece haver saída razoável, não há grandes coisas no mundo que me façam achar que viver nele valha a pena. não enquanto todos correm atrás de uma mesma coisa ao mesmo tempo. não vendo mil pessoas entrarem na faculdade todo ano pra todos se formarem e arranjarem um emprego e fazerem parte dessa maquininha em que ninguém tem finalidade própria, só estão andando na direção de um novo caminho. ninguém nunca para, mas ninguém chega a um destino. e eu, preguiçosa e desesperada como sempre fui, só queria saber que chegarei a algum lugar.