quarta-feira, 26 de novembro de 2014

mas deixe as luzes acesas

não diria que eu tenho medo de morrer, mas o passar do tempo em si é algo que me apavora e me afeta de um jeito bem mais radical do que eu sou capaz de lidar.

pra mim é simplesmente exaustivo ter que olhar pra frente e considerar tudo o que ainda tem por vir. não sei até onde isso é ou não frescura, mas eu tenho medo pra caralho da vida que me espera. das pessoas com quem terei de lidar, das responsabilidades que vão cair sobre mim, de precisar stand for myself (tentei muito encontrar um equivalente em português mas tá foda) e da possibilidade de eventualmente acabar, de fato, ficando só eu por mim mesma.

eu não quero estar sozinha, não quero ser meu próprio apoio. não quero eventualmente perceber que não tenho muitas pessoas com quem eu possa e queira contar. e quando eu olho pra forma como eu tenho agido agora, parece bastante provável que eu acabe me tornando uma pessoa muito mais solitária do que me parece saudável.

não tenho certeza ainda se meu problema é não gostar muito de muitas pessoas, ou não saber tolerar as características que me incomodam em cada um, ou se eu só to criando uma ilusão de que todos estão longe mas na verdade eu tenho, sim, ótimas pessoas ao meu redor. a questão é que eu me sinto tão sozinha e tão impenetrável, por mais que eu tenha uma personalidade até que transparente. não é mais um problema pra mim contar qualquer história que seja pra uma pessoa, consigo falar o que aconteceu e como me afetou. só não tenho a mínima vontade, segurança, capacidade, whatever de conversar sobre o que eu sinto comigo mesma. tipo, de falar por que eu to mal quando o mal surgiu de mim.

e nisso eu fico com a impressão de que ninguém me conhece realmente. nem um pouco. ninguém tem noção de como eu to o tempo todo com alguma coisa que nem eu sei o que é entalada, me impedindo de deixar tudo fluir naturalmente. de como interações sociais podem ser absurdamente cansativas, porque eu me sinto forjando uma personalidade que não é minha pra cada pessoa com quem eu falo.

a perspectiva de ter uma vida, um emprego, uma casa já é horrível o suficiente. mas pode ser pior ainda quando você acha que provavelmente vai fazer tudo isso sem ajuda, seja por não ter pra quem pedir ajuda ou por não saber admitir que a ajuda é necessária.

eu não quero, não quero ter que lidar com isso. não quero. podem dar o nome que acharem mais conveniente, podem me acusar de mimada, de covarde, que seja. eu to simplesmente assustada demais pra conseguir raciocinar qualquer coisa a respeito. não, de morrer não tenho medo. até porque, dramas à parte, parece bem melhor que isso aconteça o quanto antes.

sábado, 1 de novembro de 2014

distância segura

acabei de reparar em 01 coisa um tanto quanto interessante pela primeira vez.

sempre fui meio ciumenta ou egoísta (call it what you want) em relação a amigos meus. sempre ficava boladíssima quando alguém que eu gostava muito me "trocava" por outra pessoa. e esse "trocar" nem precisava ser definitivo, às vezes era só tipo convidar outra pessoa e não eu pra, sei lá, ir comprar um lanche na cantina. e quando eu digo que eu ficava boladíssima eu realmente quero dizer isso -- sempre me dava uns sentimentos muito muito muito ruins e dava vontade de não olhar na cara do amigo em questão por algum tempo. coisa que eu nunca fazia, anyway; no fim das contas eu sempre fingia que eu tava de boa, fosse por vergonha ou por medinhos de criar conflitos.

aí isso meio que acabou de uns tempos pra cá, mudança que eu tinha associado a um certo grau maior de maturidade. faz um bom tempo que não sinto esses ciuminhos por ninguém e em relação a ninguém. aí reparei que as últimas vezes em que senti isso de forma frequente foi no terceiro ano do ensino médio, e depois foi parando gradualmente.

claro que desde que eu fui embora de são josé e vim morar em campinas mudou muita coisa na minha vida e não tenho dúvidas de que de fato tá sendo uma fase de bastante amadurecimento. mas parando pra pensar não sei direito se nesse aspecto eu realmente cresci ou se só não sinto mais essas besteiras todas por falta de oportunidade.

porque vai, toda minha vida eu tinha um grupo de amigos e, dentre eles, um ou dois eram muito mais próximos de mim. então quando um desses muito mais próximos se aproximava de um terceiro, eu surtava.

aí agora eu meio que só tenho o grupo de amigos. to com essa impressão muito forte de que não cheguei próximo o suficiente de ninguém pra dar espaço a um "melhor amigo" na minha vida atual [jacques não conta porque o nível de segurança que ele me passa faz com que não surjam tais preocupações]. e se eu não tenho isso, não tem de quem sentir ciúme. não fui eu que amadureci porra nenhuma, eu só não tenho mais as condições necessárias pra agir que nem uma imbecil.

e aí eu não sei se sinto falta de antes, pelas proximidades maiores, ou se fico feliz por agora, em que eu não tenho mais crises exageradamente enormes por algo tão insignificante.

ou se eu me preocupo com o fato de achar que eu funciono melhor tendo várias pessoas por perto, mas sem deixar nenhuma perto o suficiente pra me fazer chegar a esse ponto.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

tiny vessels

provavelmente foi por causa do sonho, mas de certa forma hoje bateu uma saudade engraçada. engraçada porque há muito, muito, muito (muito) tempo nenhum sentimento nem ligeiramente parecido chegou perto de mim, e de repente surge algo que, por algum motivo, faz bem.

acho que em nenhuma ou em rasíssimas vezes eu olhei pra trás sorrindo internamente. não que eu considere uma má experiência -- era só um negócio meio indiferente, meio "aconteceu" ao invés de "foi bom" ou "foi ruim". e aí hoje, pela primeira vez, parece ter sido bastante legal.

acho que a gente tem um pouco isso de olhar pra trás no começo e se convencer de que o que aconteceu nas épocas mais próximas resume a história inteira. até porque é isso o mais recente, é o que tá machucando naquela hora, é o que mais marca no momento. e a principio a gente acredita fortemente e esquece o que aconteceu antes, pra não correr o risco de querer voltar atrás, de ter alguma recaída e colocar a perder tudo o que a gente pode ter de novo.

mas aí depois você passa a conseguir olhar pra tudo como um todo, e vê que não era bem do jeito que parecia. é claro que pra se manter numa mesma situação por três anos tem que ter valido a pena. e agora eu realmente acho que valeu, e até acho que faz sim um tanto de falta. mesmo com os defeitos, mesmo com as partes ruins, mesmo com as imaturidades e mesmo com os desgastes.

ou isso, ou foi só o sonho me iludindo com ilusões que eu já tinha superado.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

convivência

ultimamente tenho convivido com gente muito diferente de mim
ninguém pensa parecido com o que eu penso
ninguém sente parecido com o que eu sinto
ninguém vê o mundo parecido com o que eu vejo

sempre que converso com alguém fico pensando que eu não faria absolutamente nada do que a pessoa diz que fez, não consigo ouvir um conselho e sequer considerar segui-lo, não consigo querer "desabafar" com ninguém porque eu sei que o que eu tenho a dizer não é algo do mundo da pessoa e que tudo o que ela vai me responder não vai condizer nem um pouco com o que eu preciso ouvir

porque todos tem problemas e preocupações tão diferentes, levam a sério coisas que eu nunca pensaria em levar

e no meio da conversa eu sempre fico sentindo que eu to forçando tanto a barra pra conseguir responder de um jeito pouco destoante, e pra isso às vezes eu preciso sair tanto de mim que essas relações acabam se tornando extremamente cansativas

se pá eu finjo tão bem que, quase sempre, me parece que a pessoa acha mesmo que eu to totalmente concordando com tudo

e é nessas que eu já nem tenho certeza de até que ponto eu ainda sou mesmo uma pessoa autêntica, além de todos essas interações onde eu não estou sendo eu: to só seguindo uma fórmula para que tudo fique o mais confortável possível para a outra pessoa.
isso me dá um medo grande de que eventualmente eu acabe perdendo o meu jeito natural ou acabe confundindo ele com o jeito forçado e não consiga mais me sentir confortável com ninguém, at all

e eu não sei por que continuo insistindo em fazer isso
se sempre que eu taco o foda-se e ajo como eu mesma eu me sinto bem melhor

me parece um tipo de egoísmo que superficialmente não faz mal pra ninguém:
eu não preciso me expor, a pessoa escuta o que quer, eu não me arranjo problemas nem tretas nem desavenças nem discussões
mas ao mesmo tempo me parece tão, tão errado fazer esse tipo de coisa porque, porra, é tipo mentir e ser falsa descaradamente o tempo todo

só que eu faço isso pra que a pessoa se sinta o melhor possível enquanto fala comigo. eu realmente quero que todos se levem a sério e fiquem bem consigo mesmos.
sei lá, não quero dizer na cara de alguém que eu acho imbecil ela ter tal preocupação e levar tanto a sério tal situação. é o jeito dela, e eu respondo do jeito dela pra que ela continue vivendo a vida que ela quer levar. acho que não faz sentido nenhum eu falar minha opinião sincera, que não vai ter nada a ver com a realidade de pensamento dela.

me parece que eu só to sendo bacana
mas depois eu olho de novo e me sinto uma pessoa horrível
não sei mais o que pensar socorro

terça-feira, 22 de julho de 2014

a mess of fading lines

eu tenho um sincero medo de acabar perdendo minhas memórias porque eu gosto muito delas, e ultimamente to percebendo que muita coisa tá simplesmente sumindo da minha cabeça sem permissão.

há uns tempos atrás eu costumava me ater muito a pequenas coisas, pequenos detalhes e pequenos momentos, de um jeito que eu sempre conseguia revivê-los na minha cabeça de uma forma tão clara quanto possível. sempre foi extremamente fácil pra mim, sei lá, ler um parágrafo que eu escrevi, olhar um rabisco que eu fiz no canto do caderno, escutar uma música muito específica e me lembrar perfeitamente bem de como eu me sentia na exata situação em que eu tava. era tão intenso que eu até chegava a sentir de novo tudo que eu sentia naquele momento, meio que uma viagem mesmo dentro da minha cabeça.

e, quer dizer, eu ainda consigo fazer isso igualmente, mas só com as mesmas coisas de antes. minhas experiências novas não tão mais ficando tão bem registradas, tá tudo se perdendo eventualmente. tem sido difícil colocar acontecimentos em ordem cronológica e que eu me lembre nunca tinha tido problemas em lembrar do que veio antes ou depois. e pior, às vezes eu faço pequenas compilações de acontecimentos parecidos, ou seja, eu comecei a compor uma memória só usando vários fragmentos de momentos diferentes e, caralho, isso é esquisito.

isso é meio que uma justificativa também pra eu gostar de tirar fotos imbecis e sem sentido. tem sido muito mais fácil remeter ao que tava acontecendo quando eu olho pra uma imagem do momento. sempre que eu olho pro álbum do celular eu consigo construir o resto da cena que não foi capturado pela câmera, ver os movimentos que foram perdidos, observar tudo de um outro ângulo e imaginar que eu to lá de novo. às vezes acho que eu deveria ter uma gopro eternamente fixada na minha cabeça, assim, que nem acessório de moda. é muito chato nem saber se eu tenho alguma coisa pra relembrar ou não.

não sei se eu to fazendo tudo mais despercebidamente (acho muito que não é o caso), ou se minha vida que entrou meio que num estado estacionário e nada se destaca demais, ou se isso é só meu tempo de vida aumentando e minha cabeça tendo que expulsar algumas memórias pra caberem as novas que não param de ser criadas.

então ultimamente eu tenho tentado prender bastante os momentos que eu não quero perder. faço um belo esforço pra guardar o máximo possível de informação sobre instantes que me agradam muito -- as cores, as luzes, os cheiros, os sentimentos. essas coisas que me fazem achar que eu não to vivendo minha vida em vão.

terça-feira, 8 de julho de 2014

down in my soul

acho que todo mundo é muito cheio de coisas que tem vergonha/medo/sei lá de admitir, até porque muita coisa que a gente pensa/deseja não deveria ser pensada/desejada uma vez que pode machucar alguém com quem a gente se importa

quer dizer, na verdade talvez nem devesse machucar, talvez sejam só imposições que a gente aceitou que machucam a gente mas na verdade não passam de ideologias muito encrustadas no âmago do nosso ser IOGJKASLR EU FALEI ENCRUSTADA AÍ ACHEI QUE ESSA PALAVRA MERECIA UM FIM DE FRASE DIGNO

e essa última parte eu só percebi depois que não tava mais namorando com o léo, porque por mais que eu não fizesse absolutamente nada que pudesse magoá-lo, eu ficava sempre medindo palavras, já que grande parte das coisas virava um enorme mal entendido.

ANTES DE TUDO: não to culpando o menino por nada, só acho que era meio incompatível. agora que eu to com o jacques eu percebi que o melhor tipo de relacionamento pra mim é um em que não haja ciúmes, ou que tenha o mínimo possível. ou melhor: um em que não haja desconfiança. é engraçado como me faz bem eu poder falar sobre praticamente qualquer coisa de qualquer jeito com o jacques sem chateá-lo, e que eu possa sair e beber e fazer o que eu quiser sem ele porque ele sabe muito bem que eu não vou escrotizar o negócio.

porém, meu ponto inicial nisso tudo era que ainda acho que tem algumas coisas que eu sinto esporadicamente que fazem eu me sentir mal por sentir, que eu acho que eu não deveria estar sentindo, por mais que eu saiba que não tem problema nenhum desde que isso não prejudique ninguém (e não vai prejudicar).

mas enfim, minha questão é a seguinte: desde que eu era bem pequena, desde que comecei a me preocupar com meninos e desde que eu comecei a pensar sobre como seria ter um namorado, todas as cenas que me vinham na cabeça eram de como a amizade (ou o flerte, enfim) progrediu até que culminasse em um beijo.
ou de como tudo aconteceu até que chegasse em sexo.
ou de como tudo aconteceu até que chegasse em um término.
basicamente, eu só ficava lá retardadinha imaginando os momentos fisicamente cruciais, os pontos de maiores emoções, e isso meio que ficou um pouco até hoje.

acho que o principal motivo de eu ficar tão bobinha e satisfeita vendo filme pseudo-romântico, com drama adolescente e tudo o mais, é que esses filmes sempre mostram só esse tipo de coisa. ninguém tá afim de ficar filmando o namoro dos caras entre o primeiro e o quinto ano. eles tem que pegar o comecinho, quando eles ainda não se gostam, quando o sentimento vai se desenvolvendo, quando um tá gostando do outro mas nenhum quer admitir por medo de não ser correspondido, quando eles começam a se dar sinais, quando começa a rolar uns climinhas, quando os dois estão pensando seriamente em tacar o foda-se e ficar com o outro, quando você vê que os dois tão num conflito interno muito grande, quando as respirações ficam descompassadas, essas besteiras todas.

e, cara, digam o que quiserem, mas essa é a uma das melhores coisas do relacionamento. juro que pra mim é bem difícil superar. claro que no quesito emoção. com certeza é muito bom você conhecer a pessoa tão bem que nem precisa perguntar pra saber o que ela tá sentindo, o que ela quer de você e tal. mas tem um negócio muito mágico no processo de começar a conhecer a pessoa, de começar a ter um tipo de contato diferente com ela, de ficar com aqueles friozinhos na barriga quando você sabe que vai vê-la em breve, de subir pro seu quarto depois de ter estado com ela e não conseguir tirar o sorriso retardado da cara até o momento em que você pega no sono. e por mais que grande parte disso seja reproduzível em outras situações que não no começo do namoro, sei lá, nunca é tão intenso quanto era.

e é exatamente aí que se fundamenta toda essa minha "obsessão" por essa vontadezinha escondida lá no fundo de estar solteira, mesmo que esteja tudo fluindo extremamente bem no meu namoro. é isso que me faz pensar que talvez eu conseguisse lidar com uma vida cheia de começos e fins, mas com poucos meios. é aí que eu entendo a galera que fala "ain mas credo ficar com a mesma pessoa por mais de um ano". é aí que eu acho que eu até que conseguiria lidar bem com essa história de ~ficar~ e etc e tal, que eu com meus 19 aninhos nas costas nunca vivenciei.

e isso é algo que eu descobri em mim mesma só bem ultimamente. ainda não tenho certeza se é uma maturidade desenvolvida ou só aquela clichezice de saudade do que eu nunca tive. só é uma pena que, caso seja a segunda opção, se um dia eu ficar solteira minha vida vai virar uma bosta.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

anedonia

imagino que a vida de todo mundo seja cheia de fases e de altos e baixos, e que todos experimentem uma vasta gama de sentimentos durante certos períodos meio que numa senoide.

pois bem: acho que to numa época meio ruim.

em geral eu sempre fui um tanto quanto antissocial, bem na minha e cheia de timidezes. nesses últimos três anos aprendi até que bem a me esforçar pra conseguir manter uma conversa, me fazer ser ouvida e não me sentir patética ao falar com alguém pela primeira vez.

o problema é que isso realmente é um esforço com a grande maioria das pessoas. tem sim um grupo seleto com o qual as interações saem naturalmente, e ele nem é de pessoas que eu conheço há mais tempo ou que são mais íntimas -- com algumas funciona assim, com outras não.

e ultimamente esse trabalho que me dá pra interagir tem me esgotado profundamente. minha maior vontade, de verdade mesmo, é de me deitar na minha cama e não levantar por uma semana, sem ter que passar na sala quando eu chego em casa e falar oi pra quem estiver lá nem nada disso. tenho estado extremamente antissocial e sem vontade de que pessoas existam na minha vida.

não sei se é melhor ou não, mas isso acontece mais por dentro e nas minhas vontades (e principalmente não-vontades) do que no meu jeito de agir com quem inevitavelmente está ao meu redor. eu meio que tenho isso de não querer transparecer pra ninguém o que eu realmente to sentindo, até porque não to nem um pouco afim de ficar falando sobre e de ouvir o que têm a me dizer.

mas o que eu sinto é uma extrema apatia, uma vontade constante de não ter que fazer nada, de não ter que ver ninguém, de não precisar me esforçar pra absolutamente nada.

às vezes isso é chamado de anedonia; às vezes, de falta de férias.

terça-feira, 27 de maio de 2014

listas

tem uma coisa que eu gosto bastante e essa coisa é estatística
ou melhor, estatísticas, porque sendo estatística a matéria (curso) em si, eu realmente acho um saco. ou pelo menos achava na época em que eu fazia ma414, tanto que faltei em todas as aulas depois da primeira prova.
eu só prefiro muito ver fatos e comparações em gráficos e em porcentagens porque só assim eu consigo ter noção do que tá acontecendo de verdade

daí que eu também acho legal ter listas pra tudo: lista de gente que eu mais gosto no mundo, lista das minhas comidas mais preferidinhas, lista dos climas que mais me agradam, listas das músicas que eu mais gosto de ouvir. só que eu sou tão indecisa que nao dá pra fazer esse tipo de coisa e colocar tal item em tal posição sem ficar com muita dúvida e querer ficar trocando
até porque na real os itens devem mudar de lugar todos os dias
mas aí eu tava pensando aqui né IMAGINA SÓ QUE LEGal se nosso cérebro fosse tipo um computadorzinho que faz listas automáticas e dinâmicas colocando tudo isso em ordem a cada segundo oh wow
aí a gente teria listas instantâneas das nossas coisas preferidas em cada instante do dia e não precisaria escolher mais nada nunca mais, porque seria só chegar na lista e olhar qual que é a coisa preferida da hora e falar ah, ok, então a atividade que tá no topo da lista de atividades no momento é ler um livro e o livro no topo da lista de livros é on the road e o lugar no topo da lista de lugares é alguma praça de san telmo MAS PERA isso é em buenos aires então vamo pro segundo lugar que é a praça da paz na unicamp
pronto, tenho o programa da tarde

eu não faço muito ideia de por que eu to fazendo um post sobre isso então eu vou parar por aqui

sábado, 19 de abril de 2014

um texto e umas inseguranças

um amigo meu acabou de postar um texto no facebook com o simpático título de 18 verdades cruéis sobre os relacionamentos de hoje em dia e juro que fiquei um tanto quanto bolada com as coisas que eu li.

sei lá, faz algum tempo que eu e o jacques temos discutido sobre como a gente tá junto há bastante tempo até, e como todos dizem que a faculdade é um dos momentos da sua vida em que mais tem gente diferente e interessante pra você conhecer, e sobre como é super possível que, continuando do jeito que tá, nós possamos terminar o curso ainda juntos. e não é segredo pra ninguém que essa perspectiva meio que me assusta um tanto quanto, principalmente porque eu tenho certeza de que, em questão de relacionamentos amorosos, eu nem de longe vivi tudo que eu poderia ter vivido (nao relativamente, mas pensando na possibilidade de continuar com o jac por mais uns 3 anos, sei lá).

mas por outro lado, lado este que foi extremamente reforçado pelo texto em questão, é extremamente confortável e agradável e simples e feliz essa coisa que a gente tem. e me parece burro pra caralho sequer pensar em jogar tudo isso pro alto por uma simples vontade de "estar com outras pessoas". porque muito, muito provavelmente qualquer coisa que eu possa ter com outras pessoas não vai me fazer tão bem e me completar tanto quanto o jacques faz. a gente se entende bem de um jeito absurdo e, bom, por mais que eu seja um tanto dependente dele em alguns fatores, é uma relação na qual eu me sinto livre, e isso me deixa bem feliz de um modo geral.

só que é meio inevitável ficar com essa vontadezinha lá no fundo, que às vezes vai e às vezes volta, de estar literalmente livre. e por mais que eu lide bastante bem com ela, esses medos e pseudo ultimatos ficam aí me atormentando, vez ou outra.

sei lá, eu sempre olho pras pessoas reclamando sobre o quão difícil é encontrar uma pessoa especial com quem você queira passar um bom tempo juntos (e que também queira isso com você) e, em geral, me parecia um pouco de mimimi e exigências demais por parte dessa gente. mas mano, se pá que realmente é complicado esse tipo de coisa acontecer e eu que dei uma sorte absurda de conseguir ter um negócio assim. talvez o pessoal realmente seja muito muito escroto e não saiba namorar, ou talvez pessoas interessadas em relacionamentos sérios sejam bem raras. talvez seja bem foda encontrar alguém com quem você se encaixe direitinho. talvez quando você encontra algo assim, você deva mesmo se segurar fortemente a isso, independentemente do que venha a acontecer dentro da sua cabecinha.

de qualquer jeito, eu tenho bastante certeza de que se a gente for terminar, não vai ser por vontades de ficar com outras pessoas, porque, sim, foda-se o tanto de mas que tem nesse post: o que a gente tem não foi construído pra ser jogado fora por uma coisa desse tipo. o melhor que podemos fazer é deixar o tempo fazer seu trabalho e levar tudo até onde der, e depois disso... bom, depois disso a gente se vira. mas, pelo menos agora, eu realmente não trocaria minha situação por nada.

sábado, 5 de abril de 2014

hoje

hoje eu to meio triste e bastante cansada, não tá sendo uma combinação muito daora e eu sinceramente só quero que essa semana acabe, ou que quarta feira passe logo
to achando que vou me foder pesadamente na prova de qf e na de física, e também nem to conseguindo estudar pra isso. a vontade de tacar um foda-se e ir pra sp com o jacques é realmente bem grande, mas acho que vou me controlar e tentar fazer alguma coisa certa dessa vez.
e quando eu digo fazer alguma coisa certa eu quero dizer consertar as merdas já feitas até agora GSDIOARKL porque eu tinha certeza de que o semestre seria difícil e que se eu quisesse passar em tudo eu precisaria estudar rotineiramente e, oh well, aqui estamos nós em abril e eu mal olhei pra um livro

hoje eu tomei um dos banhos mais demorados da minha vida
sabe daquelas vezes em que você se dá conta de que seu corpo é um negócio esquisito e você começa a sentir as coisas de um jeito muito mais intenso e para pra pensar na forma como você percebe o tato? então
aí foi legal porque minha perna não parecia ser minha perna e minha mão não parecia ser minha mão aí eu já não tinha certeza do que era meu corpo e do que não era
talvez essa mistura de cansaço e tristezinhas libere thc no sistema da pessoa
não sei, quem sabe
vou tirar um espectro de massas do meu sangue pra saber

hoje eu tive um dia extremamente lento tudo que eu fiz eu tentei fazer pra que o momento não acabasse porque eu não queria ter que chegar em casa e me deparar com a ideia de ter que estudar o fim de semana inteiro porque eu sinceramente só to afim de deitar e ficar
aí o experimento de 564 que era pra ter acabado meio dia acabou às três da tarde, e não foi ruim, porque eu tava me divertindo vendo a coluna cromatográfica ficar coloridinha enquanto os compostos desciam por ela
daí a gente fez o relatório e foi pra casa do jacques e eu dormi um pouco em um dos pufes da sala enquanto ele tentava arrumar o computador dele que deu pau, mas foi um pau muito pau no sentido de que será necessário levar pra sp pra trocar a placa mãe que ainda tá na garantia

hoje eu comi brigadeiro que o seiji fez e sei lá eu gostaria muito de entender o que deve ser feito pra que um brigadeiro fique molinho durante tanto tempo sem endurecer
eu acho que talvez tenha que usar mais manteiga
eu gosto do seiji acho ele simpático e tudo mais e ele me dá comida as vezes, é daora gente que me dá comida

hoje o jacques me comprou comida e trouxe comida até mim e foi legal

hoje eu sofri um pouco querendo fazer coisas que eu não podia fazer, e é ruim eu ter que me privar de um fim de semana daora porque já é abril e eu mal olhei pra um livro
eu gostava daquela época (terceiro ano do ensino médio) em que eu estudava direito porque aí sempre que chegava uma prova eu não tinha que me preocupar e fazer super maratonas já que eu tava com a matéria na cabeça e eu sempre sabia tudo
eu to me sentindo um pouco frustrada por ter tentado estudar e não ter entendido muitas coisas de física porque sei lá, exatas sempre foi a única coisa que eu sabia fazer direito (a ÚNICA) e de repente eu percebo que to completamente enferrujada nisso, e tá bem difícil recuperar e voltar à ativa. aí é como se eu simplesmente não fosse boa em mais nada do que eu faço, e isso pra mim é tipo a pior coisa que pode acontecer

hoje eu iria dormir cedo, mas minha extrema carência e necessidade de atenção de hoje fez com que hoje eu ficasse aqui até a uma da manhã
amanhã eu não vou acordar cedo

quinta-feira, 3 de abril de 2014

alguns (vários) medos e pseudo-decisões

talvez o jacques tenha razão quando ele diz que eu deveria fazer terapia. talvez eu realmente tenha coisa demais guardada e quase esquecida que acaba me deixando triste aleatoriamente o tempo todo, criando esses momentos meio melancólicos assim, do nada, sem eu saber por quê. ou talvez ficar mal de repente seja algo que acontece com todo mundo e que não tem necessariamente a ver com mágoas guardadas, ou talvez todo mundo tenha mágoas guardadas e eu só devia aprender a lidar melhor com isso
talvez eu devesse fazer terapia PRA aprender a lidar melhor com isso
mas talvez eu não esteja com vontade de entrar em contato com essas coisas todas porque eu tenho essa impressão de que elas vão mais me deixar triste, ao invés de eu conseguir superá-las ou trabalhá-las e melhorar (talvez eu saiba muito bem que isso é drama e que terapia sempre ajuda a melhorar)
talvez eu devesse entender melhor meus sentimentos e talvez eu devesse aprender a controlar isso tudo, principalmente em relação a outras pessoas. eu tinha que parar de me desapontar e de desgostar tão frequentemente de coisas pequenas que as pessoas fazem. talvez se eu fizesse isso eu não teria mais essa nóia que eu tenho em relação a ~gente~. talvez eu parasse de ser tão insensível sobre os sentimentos alheis e talvez isso fizesse com que a galera parasse de se afastar de mim
é, talvez uma terapia ajudasse.
ou talvez eu devesse aprender a falar espanhol.
gente que fala espanhol é muito mais feliz.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

domingo, 23 de fevereiro de 2014

and the road gets tough

to começando a achar meio imbecil esse negócio meu de ficar relembrando e sentindo falta de coisas que aconteceram 5 anos atrás...? me parece extremamente babacão eu sentir tanta falta de tudo. sei lá, esse tipo de coisa é coisa de gente infeliz e eu não quero ser parte disso

acho meio chato que algumas vezes eu olhe pra 2009 e pense que foi um dos anos mais divertidos da minha vida em vez de me mexer pra que os dias de hoje também sejam super bacanas e memoráveis.

mas outro negócio engraçado é que ultimamente eu ando tão nostálgica, sendo que tem épocas em que eu nem penso nas coisas que já aconteceram. às vezes eu me sinto tão apegada ao passado e às vezes eu adoro que tudo tenha ficado pra trás. que nem aquela discussão chatona que eu tive com o jacques no último restaurante lá em buenos aires sobre eu gostar muito de que as coisas sejam efêmeras. observando o que eu tenho sentido nesses últimos dias, parece até que foi outra pessoa que falou aquilo tudo.

cara, eu não sei se eu meio que vou mudando de opinião em ciclos ou algo do tipo, ou se eu simplesmente sou muito burra pra perceber o quão contraditória eu consigo ser. e eu voto na segunda opção, até porque muitas vezes me pego pensando em como eu sou extremamente influenciável, mais do que os níveis aceitáveis e saudáveis

sei lá cara
qual é meu problema?

domingo, 16 de fevereiro de 2014

2007

não sei se é assim com todo mundo, mas eu tenho esse negócio de lembrar das coisas em blocos de anos. é como se minha memória estivesse organizada com uma gaveta pra cada 365 dias: normalmente me lembro muito bem do que aconteceu em cada ano, por mais que às vezes eu não faça ideia de em que ordem foi. e tenho isso de guardar bem melhor as sensações, os sentimentos e os pensamentos que passaram pela minha mente do que os acontecimentos em si. também costumo associar uma situação em particular, um momento x, uma paisagem y, a cada ano da minha vida e desenvolvo as outras memórias em torno disso, já que minhas lembranças por si só são um tanto falhas.

acho que o ano me deixou mais lembranças nítidas foi 2009, o primeiro do ensino médio. tenho a impressão de que a transição de criança pra não-tão-criança aconteceu bem aí, do começo ao fim desse ano. 2008 foi meio que um pré-crescimento: mudei do período da tarde pro da manhã pela primeira vez, conheci um monte de gente e, que eu me lembre, foi por aí que eu comecei a me sentir um pouco mais grandinha. mas acho que tenho muito a falar sobre 2007, 2008 e 2009, então vou fazer um post sobre cada porque eu to afim. tá bom, também to com medo de que essas memórias acabem se perdendo pra sempre e queria deixá-las registradas. :~

2007 foi meio que um ano preferidinho da minha vida durante algum tempo. é um dos mais "definidos" de toda a época do walter pra mim, já que os anos anteriores são uma mistura esquisita por terem sido um tanto quanto parecidos: quase que os mesmos amigos, quase que as mesmas rotinas. então nesse ano a thais saiu da escola e eu fiquei meio sozinha porque, do que eu me lembro, em 2006 nós éramos bem só nós duas e acabamos nos afastando um pouco dos outros amigos que a gente tinha antes. minha imagem de 2006 é eu e ela usando bermudas azuis, eu sentada na frente dela no canto esquerdo da sala que ficava em cima do pátio coberto, e ela me mostrando letras de músicas do fresno. também lembro da gente descendo as escadas na hora do recreio e ficando horas nos fóruns do punklovers. além de algumas fanfics vergonhosas. :c

então em 2007, ainda na mesma sala (adorei que não tivesse mudado de sala, aquela era minha preferida de todo o walter (era a única com janela que dava pra rua)) aparece um menino novo na turma vindo de curitiba, todo esquisito e com cara de cu e meio quietão. chamava artur. minha primeira memória é que ele ainda não tinha comprado a apostila em uma aula de matemática, aí a professora pediu pra eu juntar minha carteira com a dele pra ele acompanhar a matéria. aí a gente tinha que fazer uns exercícios que eram muito fáceis e eu sabia as respostas de cabeça, porque era tudo muito óbvio. então tava a sala inteira em silêncio fazendo exercício e eu sentada do lado do cara novo sem saber o que fazer. aí comecei a escrever os resultados e fui falando em voz baixa mais ou menos o que eu fiz pra encontrá-los, me sentindo meio estúpida, já que ele não tinha pronunciado nenhuma palavra. eu não fazia ideia se ele era inteligente e tava achando babaca eu explicar aquilo tudo ou se ele era meio burrinho e tava me achando esnobe por fazer os exercícios tão rápido e essa situação toda me deixou extremamente desconfortável.

não sei de que jeito ou em que ponto do ano a gente ficou amigo, mas sei que ele acabou virando o rebelde sem causa da sala, que respondia os professores irreverentemente e que não queria entrar na roda de oração da aula de orientação educacional da miriam porque "era ateu" (todos riam, miriam putassa) (sim, minha escola era meio que católica demais). enfim, ele acabou ficando meio popular por ser engraçado e esquisito, e de algum jeito eu e ele ficamos bastante amigos. viramos um grupinho, eu, ele e mais uns três meninos que sempre estudaram comigo, mas nunca foram dos meus grupinhos. no intervalo das aulas a gente brincava de bandeirinha na quadra de grama usando meus tênis como bandeira. às vezes o artur jogava meus tênis pra cima pra tentar prendê-los nas telas que tinha em cima da quadra e eu achava engraçado e fingia estar puta, mas eu acho divertido ver pessoas fazendo cagadas e tendo que resolvê-las (algumas vezes meus tênis REALMENTE ficavam presos, e dava mó trampo tirar de lá). a gente também brincava de dar ombrada uns nos outros e, quando alguém caía no chão, a gente pulava em cima e o objetivo era não deixar a pessoa levantar. sim, era infinitamente divertido.

sei lá, eu acabei gostando bastante dele e acho que ele também de mim, mas hoje em dia isso me parece bem mais claro do que parecia então. eu sabia que ele era minha "pessoa preferida" na época, mas acho que nunca deixei evoluir muito esses sentimentos de amorzinho, até porque eu tinha 12 anos e seria meio esquisito. mas acho que foi minha primeira paixãozinha que não era só aquele "gostar" de criança, quando você diz que gosta de alguém mas na real não sente lá grandes coisas pelo cara. porque gente, eu "gostei" do vitor durante 5 anos antes disso, mas não lembro de ficar nervosa perto dele e de querer estar com ele o tempo todo nem nada do tipo.

daí me lembro bem de que tinha lançado o good morning revival do good charlotte e eu tava viciadassa no álbum, e como eu tinha comprado o cd original (cof cof) eu sempre levava na aula de artes e pedia pra professora colocar pra tocar enquanto a gente fazia os desenhos. aí o artur ia lá sorrateiramente e aumentava o som quando a professora não tava olhando e eu achava super bacana. essa também foi a época de pintar as capas das apostilas e fazer arte com canetas de escrever em cd e hahahahaahahaahah era tão legal, aí eu pintei a apostila do artur e escrevi na capa "anyway i am just a man", um verso de beautiful place que eu gostava muito mas não me atrevia a escrever na minha apostila porque EU ERA UMA MENINA, ORAS.

daí teve aquela excursão pra são paulo. íamos ver o museu do corpo humano, no parque do ibirapuera, se não me engano, e depois o museu da língua portuguesa. fui o caminho inteiro escutando o good morning revival, e consequentemente esse cd me lembra muito as paisagens de sp. na fila pra entrar no museu do corpo humano passou um camelô e eu comprei uma munhequeira quadriculada em preto e branco que eu sempre quis ter porque achava muito estiloso, mas aí eu abri o pacote e vi que ela era porcamente pintada e tinha um cheiro ruim. o artur ficou me enchendo o saco sobre isso e eu chateei completamente sobre a compra. mas o museu foi muito legal~ fora que foi o passeio inteiro praticamente só eu e ele, porque os outros meninos não tinham ido ou a gente se perdeu no caminho, sei lá, algo assim. o museu da língua portuguesa, naquela época, foi bem chato (voltei lá em 2009 e dessa vez foi super bacana). e acho que esse foi o primeiro momento em que eu percebi que tinha algum sentimentozinho rolando ali. no final do dia tava todo mundo sentado na saída do museu esperando o ônibus chegar e eu tava sentada do lado dele, aí eu tava mó cansada e me deu muita vontade de deitar minha cabeça no ombro dele, mas eu achei que seria muito awkward. então fiquei nesse dilema faço/não faço por um tempo enorme, até que o ônibus chegou e minha chance foi embora.

não lembro o que aconteceu mais tarde nesse dia. depois disso tenho uns flashes do aniversário dele, que foi no parque de brinquedos do shopping, e de algumas outras ocasiões em que a gente foi no shopping com os meninos e era legal porque a gente apostava corridas. a gente também gastava todo o nosso dinheiro naquelas stacker machines, empilhando quadradinhos e ganhando brindes de chaveiros de hambúrgueres e bolas de bilhar.

a última lembrança é de alguma feira de ciências ou algo do tipo que ia ter no fim do ano, e ele falou que não ia aparecer, e eu pedi pra que ele aparecesse. quando ele perguntou por que, falei que seria mais legal se ele fosse, mas na verdade eu tava meio desesperada. o ano tava acabando, e no ano seguinte ele provavelmente iria voltar pra curitiba e isso tava me chateando bastante, já que ele era meu melhor amigo da escola na época. bom, que eu me lembre ele realmente não apareceu.

a gente se tinha no msn e no orkut, mas por algum motivo a gente nunca mais se falou. nossa amizade era bem mais pessoal do que virtual, então nos falávamos bem pouco na internet e eu meio que não tinha "intimidade" pra chamar no msn. acho que a gente se pseudo conversou umas duas ou três vezes, mas foi uma conversa rasa e esquisita. então o ano escolar acabou e eu nunca mais ouvi falar dele.

sei que no ano seguinte me bateu uma bad bem grande, porque caiu a ficha de que eu gostava muito dele e que eu devia ter feito algo a respeito. comecei a pensar e percebi que teve algumas indiretas que na hora eu nem me dei conta, além de altas situações das quais eu podia ter tirado proveito. mas ainda acho que seria totalmente esquisito eu ter tido um namoradinho aos 12 anos, mesmo que muitas das pessoas da escola tenham tido até antes. mas sei lá, a bad só durou pela oitava série, já que no ano seguinte eu fui pro ensino médio, conheci um milhão de pessoas novas e esqueci completamente esses arrependimentos.

só vou concluir dizendo que esses dias esbarrei com o perfil dele no facebook (não faço nem ideia de como). não tinha foto nenhuma, só um monte de imagem de games e das zuera de internet. e, juro, foi extremamente absurdo, mas o perfil dele podia facilmente ser o perfil do léo. e juro, eles também eram parecidos fisicamente. |: bom, óbvio que eu não tive nem cara de adicionar.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

sobre festas e agitação

acho que eu fico vendo gente demais indo em festas super legais com seus amigos muito loucos mas gente como funciona essas coisas
como funciona curtir estar numa festa cheia de gente
como funciona dançar bebado e não se sentir ridículo
como funciona fazer coisas absurdas e nao lembrar no dia seguinte
como funciona essa vida de gente jovem
meu deus tenho 19 anos nas costas e não aprendi a curtir agitação

eu até curto na teoria mas na hora chega lá e eu quero voltar pra casa ):

juro que isso é uma coisa que eu sinto falta de ter. OIASJKLEMD,CFV talvez até seja extremamente babacão mas me parece muito bacana estar em uma festa cercado de gente que você gosta tocando músicas legais e ver todo mundo dançando e pulando e feliz MAS TODO LUGAR QUE EU FUI 1) nao tinha amigos 2) nao tinha musica legal 3) nao eram ambientes agradáveis

aí eu não sei se eu só errei de lugar ou se eu que sou chatona mesmo.
talvez os dois.

domingo, 26 de janeiro de 2014

the cold never bothered me anyway

to achando engraçado de ver como eu realmente to crescendo. to começando a perceber como varias coisas super bobas que antes eram um big deal simplesmente pararam de ser. eu costumava encanar com muita coisa besta, mas bem besta mesmo, por mais que eu SOUBESSE que era besta. acho que é tipo isso: antes eu encanava sem saber que era ridículo, aí eu comecei a perceber que era ridículo mas não conseguia não me importar, e agora de repente não faz mais diferença nenhuma. e esse é um dos pontos bons de estar ficando grandinha.

agora falta eu conseguir me livrar de todos os resquícios de competitividade e de uns egocentrismos loucos mas acho que isso é mais inerente, então o negócio é só aprender a lidar com. e sei lá até que eu nao faço isso tão mal, só quando eu to com preguiça demais de ficar me monitorando

é então

to com calor e não quero mais viver nessa situação de 33° o dia inteiro snif
eu tava com muita vontade de ir em uma piscina, mas esse sol tá tao escroto, nao quero ter que ficar embaixo dele D: nao sei como lidar com minhas vontades conflitantes sosss

to bem feliz por estar conseguindo fazer uma grana extra agora nas férias, mas ao mesmo tempo to meio triste porque não é grana o suficiente que dê e sobre depois da viagem snif GAIOJSEKLDFG PELO MENOS TENHO DINHEIRO PRA GASTAR ENQUANTO EU ESTIVER LÁ RARARAR
acho que vai ser bem divertido viajar com o jacques. nunca estive fora do brasil na minha vida inteira e vai ser meio ridículo nós dois na argentina sem saber quase porra nenhuma de espanhol, mas acho que a gente se vira. comer um monte de churrasco hmmmmmhmm

além disso a thais me ensinou os macetes de encontrar banda nova na internet e eu to feliz porque quando passar essa onda de ver um monte de filme eu vou começar a escutar e baixar coisa nova e aí eu vou ser feliz heheheh!
GAOHSEILJKD É MEIO PATÉTICO mas eu realmente nunca soube onde ir por onde chegar pra encontrar coisas que eu realmente gostasse muito de ouvir :c a maioria das bandas que eu achei por acaso sempre foram bem mais ou menos, e os negócios que eu curto mesmo sempre foi alguém que me apresentou. sou incapaz de me virar sozinha )': MAS AGORA TENHO ENSINAMENTOS, CES VÃO VER SÓ COMO EU VOU FICAR CULT

to com a musiquinha de frozen na cabeça ai gente socorro
aquele filme é chato
quer dizer, é bem bonito esteticamente, os personagens são super legais e tal mas nossa pqp contaram a história da pior maneira possível com os piores enfoques do mundo e a pior progressão possível nossa mandaram muito mal
pera, já falei sobre frozen aqui?
ah falei no último post, poxa vida
vou deixar o parágrafo aqui mesmo assim porque eu disse coisas diferentes dessa vez, e aliás eu assisti o filme duas vezes então posso comentar duas vezes!! e eu sou repetitiva mesmo e todos sabem e fim é isso
♪ o frio não vai mesmo me incomodar ♫

tenho que ir fazer textooooooooo

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

sobre filmes e preguiça

depois de 4 filmes minha opinião geral sobre o joseph gordon levitt é que ele é aquele cara que, por mais que tenha aquela carinha de fofo e seja super bonitinho, vai te estuprar se te encontrar na rua de noite
menos em don jon
em don jon ele perde a fofura
gente e aquela voz de batman que ele incorporou que loucura

to tentando fazer umas traduções aqui porque esse mês o dinheiro tá curtíssimo, mas tá difícil fazer sair mais de 3 textos por dia. só to conseguindo arranjar saco o suficiente pra começar lá pelas 2 da manhã, aí não muito tempo depois já me bate uma preguiça e uma vontade de ver o filme da noite e ir deitar. pareço velha mas com um delay de, digamos, umas nove horas no horário de dormir.

cara, eu gosto muito de ir dormir quando tá começando a ficar claro. sei lá, nascer e por do sol são meio que meus horários preferidos do dia inteiro, porque fica aquele negócio de meio claro-meio escuro, com o céu todo cheio de cores diferentes, metade com sol e metade sem... gosto muito disso e de quando o céu fica cinza e pseudo frio. mas isso todo mundo já sabe.

to vendo tanto filme ultimamente e tá tão bacana ♥ o ruim é que minha reserva dos que eu baixei em campinas tá acabando, aí vou ter que começar a baixar aqui que a internet não é tão boa quanto ): mas aí já tenho uma lisitinha que FINALMENTE comecei a fazer, então pelo menos não tenho que ficar à deriva procurando por algo novo hihi
to numa vibe muito de filme, nunca tinha tido isso antes. e sei lá, tá fazendo bem de um jeito estranho. meio que fico o dia inteiro ansiosa esperando ficar de noite (porque hora de ver filme é de noite) pra escolher qual filme vai ser dessa vez FGSDIOJRKLAEM TIPO COMO SE EU TIVESSE UM ENCONTRO

também to precisando muito de umas bandas novas mas eu não sei mais onde é que se escondem as bandas novas?? não sei nem como começar a procurar o estilo de coisa que eu quero ouvir, não sei nem definir o que eu quero
sou difícil

enfim

domingo a gente foi no cinema assistir frozen
o filme é bem bonitinho só que é meio mal construído, sei lá. os personagens começam a cantar MUITO de repente e não são musiquinhas que te trazem uma emoção e te fazem rir/te deixam na bad. e eles focaram tããaaããão pouco na elsa lá, mal aparece como ela aprende a lidar com os problemas e como ela resolve os conflitos internos dela... enfim, visualmente é um ótimo filme, mas acho que não souberam onde focar direito.

to pensando em fazer desse blog um blog sem títulos, ou pelo menos começar a colocar títulos que façam sentido e não que sejam frases de músicas. porque meio que acabou aquela fase em que você escuta música e aí suas preferidas são aquelas com que você se identifica e pensa WOW, É EXATAMENTE O QUE EU TAVA SENTINDO! sei lá, não tem mais isso. quando você é (pré) adolescente é extremamente importante ter uma identificação emotiva com o que você escuta, mas depois de um tempo passa a ser algo mais "ah, que daora isso que o cara tá sentindo, nunca senti nada do tipo mas ele descreveu de um jeito muito legal" e essas passam a ser suas letras preferidas.
pelo menos pra mim.
e aí não faz muito mais sentido ficar procurando por uma frase pra descrever as minhas desventuras. do mesmo jeito que nunca mais peguei um lápis e rabisquei um trecho em alguma mesa qualquer.

ou eu simplesmente to ouvindo muito pouca música.

AI CARA eu to muito muito mtmtmt mtoj tiutmiot muito afim de conseguir ir fazer uma viagem com o jacques :c vontade de conhecer algum lugar novo e todo diferente, sei lá. atualmente mesmo eu queria muitasso ir pra ny. to afim de frio e de luzes e de pessoas com casacos. massss pra isso eu tenho que começar a trabalhar naquelas traduções, e parar de procrastinar com isso. começar uma ic e guardar uma grana todo mês tambem funcionaria. mas pra isso temos que esperar o começo do ano letivo. e esperar que minha procrastinação não tenha acabado com todas as vagas. ...

acho que eu fico me sabotando com essa minha preguiça... não tenho certeza se é de propósito ou não, só sei que eu meio que fugi de todas as coisas importantes que eu devia ter feito até hoje. me abstive de escolher racionalmente pra qual faculdade eu iria (a maior motivação de ir pra unicamp foi que lá parecia bem confortável e aconchegante, e eu não queria ir morar em são paulo) e, bom, era uma das maiores escolhas que eu teria feito até então, e eu simplesmente escolhi de um jeito muito burro. só deu certo por pura sorte minha. é, eu costumo acertar nessas coisas que eu escolho por, digamos, "intuição", mas pra mim não tem nada de intuição e sim de sorte. e não dá pra ficar contando com sorte a vida inteira. acho que eu tenho que me mexer um pouco.

também preciso de umas roupas novas. cansei de todas as minhas outra vez. ;~

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

and I don't feel any different

até hoje não consegui gostar de ano novo. invariavelmente me bate uma deprê vendo essa gente toda feliz comemorando e se abraçando e mostrando o quanto elas se gostam. deve ser porque eu nunca tive esse costume de amar gente loucamente e sair falando assim essas coisas bonitinhas e sentimentais, e minha família também não é tanto disso, então acho que dá uma certa sensação de frieza, algo assim. aí minhas viradas de ano sempre são um tanto quanto meh, sem muita comemoração e barulho e gente rindo e tal. e é um negócio meio viciado, não sei se dá pra fazer ser diferente ficando no mesmo lugar. talvez ano que vem eu devesse fazer alguma coisa mais diferente, ver se consigo juntar alguns amigos pra fazer uma viagenzinha, sei lá. aí quem sabe fique mais bacana. também tenho quase certeza de que um pouco de álcool deve ajudar a ficar divertido, mas bom, ainda não tive a chance de tentar.

eeeeeenfim, esse ano foi bem chatinho e eu to feliz que ele esteja acabando rs agora ano que vem vai ter um monte de mudança de novo, e vamos ver se fica legal na casa nova com as (muitas) meninas novas e cachorro e etc gaiosjekç~opjdisçkl AI TO COM MEDINHO

mas bom, o que eu queria mesmo era tentar botar em palavras como eu to me sentindo regredindo em tudo que eu tinha melhorado do ano passado pra cá. porque assim né, eu sempre me senti um grande e inútil lixo na minha vida, e o jacques nesse um ano e meio conseguiu muito mesmo fazer eu me sentir bem melhor e, de verdade, eu tava muito bem comigo mesma. mas de um mês pra cá tá tudo tão esquisito :c to voltando a odiar tudo que envolve a minha pessoa e a agir de um jeito chato pra todo mundo me tratar mal e eu poder me sentir mais vítima da humanidade do que eu algum dia tenha sido e affffff isso é tão patético e mesmo sabendo eu não consigo evitar. SEI LÁ é como se eu tivesse 15 anos de novo e tudo fosse um drama gigante, como uma tpm constante, um negócio esquisito no esôfago e uma vontade de ficar com fones ouvindo umas coisas meio deprê durante tardes com céu cinza. é, eu basicamente voltei ao ensino médio.

anyways -- foi natal e meu aniversário e galera decidiu me dar um celular novo todo bonitão e agora to finalmente no mundo dos smartphones WOO ME SEGUREM~ nossa né deixa eu comentar que achei o instagram uma besteira imensa pra qualquer coisa além de realmente compartilhar foto (aqueles filtros são uma bosta) e portanto pra mim não serve de nada. mas to feliz que agora tenho joguinhossss <3 e a camera dele também é super fodona e me permite tirar fotos bacanas de n coisas como por exemplo os gatinhos que eu fiz pra gente usar como pecinha de jogo da vida, porque os carrinhos originais sumiram

woah many beauty very resolution

ou também os azulejos do lugar na estrada pra itajubá onde a gente foi comprar pé de moleque hoje mais cedo, que eram simplesmente um negócio muito bonitinho


é uma pena que tenha ficado torto e que aquele lixo tenha aparecido mas oh well.

dia 26 meu tio tinha que ir pra são paulo e o jacques queria voltar pra lá e passar o fim de ano com o pai dele, e eu precisava pegar o resto da minha mudança que ficou por lá, então fomos nós três numa road trip. aí cara, é muito estranho como o jacques consegue conversar com meu tio fazendo ele responder de um jeito ~digamos~ maduro? porque eu nunca consegui ter uma conversa com ele que não fosse banal ou que não fizesse eu me sentir com 10 anos de idade, sei lá. não sei se eu que passo muito um ar de infantilidade ou se meu tio que não consegue me ver de outro jeito ou se sei lá??? sei lá

tá aí outra coisa que me incomoda profundamente: parece que eu não sei conversar com as pessoas, pqp. nunca consigo fazer surgir qualquer assunto que seja um pouco mais interessante, ou explorar o que possam me contar que eu goste de ouvir. normalmente é só um monte de blablabla sem nexo e ninguém tá feliz falando sobre aquilo GISHODLJRK mó chato

sei lá eu tenho que dormir
aparentemente se não amanhecer chovendo vamos fazer um rolê turístico e aventureiro em são bento, ou seja, visitar a pedra do baú, que eu até hoje só vi de longe várias vezes passando na estrada. me pergunto se qualquer pessoa pode subir lá ou se você tem que ser escalador?? a gente vai subir pra admirar a vista da serra ou só vamos chegar lá e ver o quanto a pedra é bonita olhando de baixo?
como chama gente que escala montanha? FOIGHASJRKELNM,RFG sei lá snif