sábado, 1 de novembro de 2014

distância segura

acabei de reparar em 01 coisa um tanto quanto interessante pela primeira vez.

sempre fui meio ciumenta ou egoísta (call it what you want) em relação a amigos meus. sempre ficava boladíssima quando alguém que eu gostava muito me "trocava" por outra pessoa. e esse "trocar" nem precisava ser definitivo, às vezes era só tipo convidar outra pessoa e não eu pra, sei lá, ir comprar um lanche na cantina. e quando eu digo que eu ficava boladíssima eu realmente quero dizer isso -- sempre me dava uns sentimentos muito muito muito ruins e dava vontade de não olhar na cara do amigo em questão por algum tempo. coisa que eu nunca fazia, anyway; no fim das contas eu sempre fingia que eu tava de boa, fosse por vergonha ou por medinhos de criar conflitos.

aí isso meio que acabou de uns tempos pra cá, mudança que eu tinha associado a um certo grau maior de maturidade. faz um bom tempo que não sinto esses ciuminhos por ninguém e em relação a ninguém. aí reparei que as últimas vezes em que senti isso de forma frequente foi no terceiro ano do ensino médio, e depois foi parando gradualmente.

claro que desde que eu fui embora de são josé e vim morar em campinas mudou muita coisa na minha vida e não tenho dúvidas de que de fato tá sendo uma fase de bastante amadurecimento. mas parando pra pensar não sei direito se nesse aspecto eu realmente cresci ou se só não sinto mais essas besteiras todas por falta de oportunidade.

porque vai, toda minha vida eu tinha um grupo de amigos e, dentre eles, um ou dois eram muito mais próximos de mim. então quando um desses muito mais próximos se aproximava de um terceiro, eu surtava.

aí agora eu meio que só tenho o grupo de amigos. to com essa impressão muito forte de que não cheguei próximo o suficiente de ninguém pra dar espaço a um "melhor amigo" na minha vida atual [jacques não conta porque o nível de segurança que ele me passa faz com que não surjam tais preocupações]. e se eu não tenho isso, não tem de quem sentir ciúme. não fui eu que amadureci porra nenhuma, eu só não tenho mais as condições necessárias pra agir que nem uma imbecil.

e aí eu não sei se sinto falta de antes, pelas proximidades maiores, ou se fico feliz por agora, em que eu não tenho mais crises exageradamente enormes por algo tão insignificante.

ou se eu me preocupo com o fato de achar que eu funciono melhor tendo várias pessoas por perto, mas sem deixar nenhuma perto o suficiente pra me fazer chegar a esse ponto.